sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O que é Dislexia?

Dislexia vem do grego e significa “dificuldade com as palavras”.
Existem dois tipos principais:
1. Dislexia do desenvolvimento, que é uma condição inata. Será o foco neste curso.
2. Dislexia adquirida, quando a pessoa perde a habilidade de ler e de escrever como resultado de uma lesão no cérebro ou uma doença. Esta condição também pode ser chamada de alexia.
Dela resultam persistentes problemas relacionados a:
  • leitura; 
  • soletração; 
  • escrita.
Associa-se comumente a dificuldades com:
  • concentração; 
  • memória de curto prazo; 
  • organização; 
  • sequenciamento (alfabeto, dias da semana, meses…).
A dislexia não é causada por:
  • baixas capacidades intelectuais; 
  • fraca acuidade visual; 
  • escolaridade deficitária; 
  • estrutura familiar frágil; 
  • recusa em aprender.

A dislexia também não é causada por problemas na visão, audição ou com a coordenação motora. No entanto, em alguns casos, esses problemas podem ocorrer em conjunto com a dislexia.
Pessoas com dislexia possuem problemas fundamentais ao relacionar a linguagem escrita com a linguagem falada. Essa dificuldade ocorre em diferentes graus, ou seja, enquanto um aluno pode ter uma dislexia leve, outro poderá apresentar um comprometimento mais severo. Assim, podemos pensar o sintoma da dislexia como um espectro com diferentes graus de comprometimento da leitura.
Nas pessoas com dislexia “as palavras escritas não são processadas de forma correta e ‘rápida’ o suficiente”. Professor José Morais, Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica.
Mas há um lado positivo. Seja qual for a severidade das dificuldades com leitura e a escrita, crianças com dislexia frequentemente apresentam “capacidade de aprendizagem na média ou acima da média para sua idade”. Dr Harry Chasty, Consultor Internacional.
É fato que “os disléxicos têm muitos talentos, mas a leitura e a escrita não estão incluídas entre eles”. Professor John Stein, Universidade de Oxford, Reino Unido.
Essa capacidade diferenciada pode incluir:
  • uma ótima habilidade espacial, por exemplo, “demonstrada” na construção de modelos sem o uso de instruções   a habilidade de pensar profundamente sobre assuntos e fazer perguntas pertinentes e sensatas, usando vocabulário avançado, consciência social bem desenvolvida   habilidade de resolver problemas rapidamente alto desempenho em geometria, xadrez, jogos de baralho e de computador, bem como habilidades tecnológicas superiores.
Algumas sugestões de metodologia para alunos com dislexia:
  • Fornecer um resumo do programa que será desenvolvido durante a semana; 
  • Após a explicação do conteúdo do dia, fornecer uma breve recapitulação da matéria;
  •  Usar recursos visuais (vídeos, slides, retroprojetor etc.); 
  • Evitar falar e escrever ao mesmo tempo; 
  • Avisar com antecedência quando acontecera a leitura  de livros ou textos (estes podem ser gravados em áudio para facilitar o entendimento do aluno); 
  • Propor atividades para serem desenvolvidas fora da sala de aula, como dramatização, entrevistas, pesquisas, atividades no laboratório, etc.

Para saber mais acesse:

Indicação de livros:

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